S.O.S NÓS!!!!!!!


Vou mudar um pouco de assunto, e escrever alguma coisa que faça mais justíça ao nome do blog, afinal, "ecoblog" não pode ficar tratando somente dessas formas de vídas "obscuras" que habítam os "intestínos" do país.

Há muito venho observando (e não sou somente eu) os acontecimentos metereológicos estranhos em nosso planeta.
Está chegando a um ponto que não dá mais para "tapar" o sol com a peneira. Até porque se corre o rísco de não ter mais peneiras.
Fiquei felíz, mas ao mesmo tempo tríste pela recém descoberta do pré-sal. Felíz pelo motívo de nosso país finalmente ter uma representação energética de vulto internacionalmente, e tríste, por constatar que isso chegou muito tarde.
Já disse "trocentas vezes" em diversos blogs, e em várias palestras que fiz nas universidades onde apresentei o produto ecológicamente correto que produzo, que já era para pisarmos no freio há 20 anos atrás. No entanto estamos somente "cogitando" a possibilidade de tirar um pouco de pressão do acelerador.
Vejo a humanidade cometendo seu verdadeiro suicídio em nome do sempre austero e bem amparado argumentalmente "progresso".
Um progresso que não guarda muitas diferênças do famoso "a qualquer custo" dos anos 70 quando enormes máquinas derrubavam florestas na amazônia.
Não estamos apenas nos envenenando. Estamos envenenando nosso planetinha azul. Nossa casa de tantos séculos, e o futuro lar de nossos decendentes, se é que os teremos.
As grandes calamidades se sucedem em progressão geométrica, e matemática.
Quantos avisos mais teremos que ter em nossas fuças para que finalmente possamos entender a gravidade desse problema que se avizinha?
Esse monstruoso vazamento no golfo do méxico não basta? Temos que "chupar" e experimentar também o nosso no atlântico sul?
O Brasil possui uma fantástica bío-possibilidade que não está sendo levada muito em conta. Parece que o famoso "ouro negro" está nos cegando. Criando expectatívas de competitividade que nunca tivemos, e nos impossibilitando de discutir o quão grave pode ser retirar esses "zilhões" de metros cúbicos de carbono que a natureza tão sábiamente escondeu.
Quando observamos a atmosféra de nosso simplório ponto de vísta aqui de baixo, não percebemos, mas a espessura dela, é finíssima. Algo como o grande Carl Seagan relatou. " -se imaginármos uma esfera de madeira, a camada atmosférica sería o verníz dessa esfera"-
O nosso oxigênio acaba a poucos metros de altura. Não é tudo aquilo que conseguimos ver não.
A queima desse petróleo irá causar uma aceleração ainda maior do problema.
Eu sei que é duro, mas temos condições de oferecer algo mais prático, e menos poluente. Os tais dos bio-combustíveis!
Também já é hora de acabarmos com os motores (pré-históricos) a combustão, e investírmos em outras fontes.
Sei...sei...já ouví até demais sobre os famosos "interesses da indústria".
Acham que só isso já é um argumento válido para enfraquecer os ânimos?
Estou com uma towner que faz 12 km/l em média, e aumentei essa autonomía apenas utilizando o "magnetísmo" terrestre. Chego a ter de 30 a 40% de economía, e isso se reverte em menos monóxido de carbono expelído também na atmosfera.
Se tivesse feito isso desde o início, e agora com mais de 170 mil quilómetros rodados, signifíca algo em torno de 50 mil quilômetros, ou aproximadamente mais de 5 mil lítros de combustível "não queimado".
Na pequena fábrica de tijolos ecológicos que ainda possuo, segundo levantamentos feitos por algumas pessoas, e com a ajuda de muitos clientes, uma floresta de quase 5 hectares deixou de ser consumída.
Tudo isso é pouco...é pouquíssimo eu sei! Mas acho que qualquer coisa já ajuda.

Não sou, e nem quero ser um ecologísta "patético", nem me interessa essa questão. Não é mais uma questão de ecología, mas sim de futura sobrevivência!
Não é mais um canal de reclamações, mas sim, uma oportunidade de reflexão se queremos ainda ter um mundo habitável ou não.
Não é mais hora de apelar para argumentos comerciais, mas sim investir em alternatívas que JÁ EXISTEM, e portanto, estão a mão.
Não há mais tempo para protestar, e sim contribuír mesmo que de forma "entomológica" para que na soma das pequenas unidades, se concretíze algo mais substancial.
O consumo irresponsável não pode, e não deve ser estendído à todas as pessoas do planeta. Infelizmente isso é uma realidade com a qual os governantes, e a população em geral devem se conformar. Ao menos nos moldes em que a indústria se encontra.

Outros países já cometeram seus crimes, e isso não pode servir como justificatíva de que possamos seguir no mesmo rumo.
Muito pelo contrário. Devemos aceitar que estamos sendo avisados pelo "Zé" de que ultrapassamos sem ver o "ponto de mutação", e acabamos perdendo o entroncamento pela simples cegueira monetária.
É difício combater a sêde pelo "status". Mas será mais difícil tentar reverter um mal, quando não mais houver possibilidade de fazê-lo.
O pior, é que EXÍSTEM ALTERNATÍVAS, e por mais que outros se apóiem em argumentos sempre eloquentes, e de características nacionalístas, ou pseudo-patrióticas, preciso lembrar de que sem um mundo, não poderá também existir um país.

Devído à tudo isso, e mesmo que não encontre ecos, serei contra a exploração desse petróleo em águas brasileiras.
Meu próximo veículo, será movído à álcool, e continuarei discutindo, ou buscando soluções também a nível mais expansível.
Mentiras ou não, mas as geleiras estão derretendo, e com prazo até daqui a menos de dois anos para tudo desaparecer. Mudando a dosagem da salinidade das aguas do mar, também mudam as correntes, e seus consequentes efeitos no clima.
Aumentando a temperatura do planeta, aumentam as possibilidades terríveis de mais erupções vulcânicas de expressão, e seus consequentes terremotos.
Exístem vulcões que estão literalmente sufocados por grossíssimas camadas de gelo, e este está derretendo.
Isso não quer dizer necessariamente que o fim do mundo está chegando. A natureza não pode ser destruída. Ela é modificada...
A questão é...

...estaremos prontos para essa modificação????

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