LÁ VEM O BRASIL... DESCENDO A LADEIRA

Já me disseram que, aqueles que não gostam de política, são governados por aqueles que gostam. O problema é que, o brasileiro não tem nem muita paciência, nem tampouco gosto pela política.  Prefere mesmo pensar somente no próprio umbigo ou, no máximo, daqueles que lhe são mais próximos. Esquecem o conceito de nação, onde só se lembram quando aparecem competições esportivas, ou alguma tragédia localizada. Daí sim, se lembram de serem patriotas.

Na hora de exercer a cidadania, vão lá e votam em qualquer coisa. Apesar de que, qualquer coisa dentro desse sistema atual é qualquer coisa mesmo. Não cobram, não exigem nada daquilo que lhes foi prometido ou proposto.  As críticas são quase sempre superficiais. Tudo tem sido extremamente superficial nesse país.

Acontece que, o nosso dia-a-dia, depende, e muito, das decisões e atos daqueles a quem confiamos o voto para nos administrar nas três esferas; municipal, estadual e federal.  Pagamos extremamente caro por essa administração. No entanto, praticamente ninguém tem conhecimento pleno de como funcionam nossas instituições e os diversos mecanismos governamentais.  Confundem as responsabilidades do executivo, legislativo e judiciário.  O mais incrível de tudo isso é que, os próprios governantes também são assim!  O judiciário, constantemente quer legislar, o legislativo quer judicializar e o executivo legislar e judicializar, transformando tudo numa enorme rola envolta em uma grossa lixa para enfiar nos excelsos rabos daqueles que lhes confiaram tamanho poder, sem qualquer restrição ou cobrança.

O voto obrigatório é a maior prova do que estou escrevendo.  A resposta é de que o nosso povo não é maduro ainda para exercer a democracia.  Concordo plenamente.  Mas discordo da obrigatoriedade com base nessa desculpa.

Sou a favor do voto facultativo, e também de eleições para o judiciário.  Temos que eleger os juízes dos tribunais, porque não faz sentido eles serem indicados pelos políticos que podem vir a terem que julgar. Isso é direito do povo escolher.

Estamos chegando a um ponto crítico no Brasil.  Um barril de pólvora com o estopim curto em que estão brincando com tochas acesas como malabares.

O cenário a nível federal que estou vendo é o seguinte;

Se Dilma ficar, será atacada por Lula que está buscando uma maneira de se desvincular dela para poder voltar a vestir a máscara de salvador e de que foi...digamos traído!  Só que, também leva em conta que a situação atual, não é de interesse dele em assumir, já que não teria condições de governar da forma como está e acabaria perdendo de vez a "aura mítica" com a qual gosta de se apresentar.

Já os opositores querem a saída de Dilma, mas não apresentam qualquer proposta alternativa, ou seja, só querem tirar por tirar ....mas ...e depois?

Se Dilma sair por impedimento, assume Michel Temer, que é o vice e eu então pergunto...; O que pode ele mudar?   Nem ele quer isso.

Dilma se segura como pode, mas sabe que se largar o cipó salvador apresentado e articulado pelo seu Ministro da Fazenda, o mundo dará uma resposta fatal à economia e ao governo brasileiro.

...que situação!!!

Se ela renuncia, podem ter outras eleições, mas e daí?  Quem realmente pode mudar alguma coisa que está aí?  Lula se arriscaria a voltar mesmo?  Fácil foi governar depois do país estar mais ou menos controlado por ações que ele sempre combateu mas que lhe deram suporte extraordinário para fazer muitas besteiras sem problema algum.  O cenário internacional era também favorável, juntando o carisma à essa sopa de ilusões, então tivemos algum crescimento.  Nada comparável a qualquer outro país sério que houvesse pego uma situação tão favorável ou semelhante a ela.

Se Aécio assume, não vai poder mudar muita coisa, já que Dilma tem governado exatamente da forma como criticou que ele faria, tentando assustar o povo e enganando todo mundo.

O Brasil só tem jeito, se começarmos a cobrar medidas drásticas, como redução de ministérios, enxugamento da máquina, ou das máquinas, extinção em massa de cargos de confiança...olhem o que adiantou colocarem tanta gente de confiança nesses cargos.
Começarmos a privatizar tudo...governos são para administrar impostos e é só.  No máximo, cuidar da saúde, segurança e educação públicas com as verbas recolhidas.

Um estado fraco com um povo forte e não o contrário como eles querem.  Um estado forte, tem um povo fraco, submisso, dependente, e sempre sofrido e menosprezado.

É essa a minha opinião.  Como não encontro seriedade alguma naqueles que representam os que lhes confiaram tal seriedade, posso fazer o que?  Não votei em ninguém. Fui um dos milhões que não votaram em Dilma que, somados aos milhões que votaram em Aécio não lhe deram a maioria dos votos.  No entanto, ela foi eleita e está lá...fazendo o que eu não sei, já que só representa a figura presidencial e passa o tempo.

Enquanto isso o Brasil desce a ladeira....!





Comentários

  1. Lucia Carmen De Oliveira Eira Por mais que a gente tente sair da Mátrix, no dia a dia estamos inseridos porque precisaríamos produzir tudo que consumimos sem interferência da MÁTRIX, para não nos sentirmos 'contaminados' por seus produtos. Quem quer retornar a uns dois séculos atrás e viver do que planta e colhe? Já que não podemos formar um grupo (ou vários) com os mesmos ideais vamos rezar e confiar porque esse é um dos desafios: viver entre os dependentes da MATRIX procurando desconstruir, na medida do possível, alguns dos costumes e tradições que cultivamos mesmo involuntariamente, sabendo que temos que respeitar as diferenças e que respeitem as nossas também. Um bom exemplo é o pessoal que fundou o 1º ECOPOLO da AAL Associação Aliança luz: o Presidente é o Bacharel Enric Toledo que há quase seis anos iniciou apenas com o 'cabedal' intelectual ou seja, o conhecimento de como organizar um grupo não-dependente do sistema MATRIX ou outro qualquer: um desafio e tanto, porque os participantes ainda não se aposentaram e tem que dar conta do seu ofício e ainda disponibilizar tempo e verba para dar assistência à construção desse primeiro ECOPOLO lá, em PIRACAIA SP, onde tem uma nascente de água. Seus esforços foram coroados em 2013 quando ascenderam de ONG para OSCIP. Embora esse primeiro grupo seja composto por pessoas detentoras de um potencial elitizado, nada impede que, simultaneamente ou após a construção do ECOPOLO EQUILIBRIUM o grupo cresça e queira se expandir aos confins aqui no SUL DA BAHIA, precisamente MARAÚ-Bahia, onde quatro irmãos e eu Lucia Carmen de Oliveira herdamos recentemente 310 hectares e pretendemos disponibilizar um terço dessas terras para construção do próximo ECOPOLO da rede AAL, caso eles tenham interesse. Meu dilema é: posso ir morar nesta Fazenda ao me aposentar, ou conseguir sócios a partir desse esquema AAL, cujos investidores possam cada um, estabelecer o seu empreendimento para um viver em comunidade. Nada impede que um ECOPOLO essencialmente urbano tenha sua filial aqui, porque mediante inscrição no CAR, Zoneamento, Licenciamento para um empreendimento rural sustentável; é complexo mas, a união faz a força, já que é uma área promissora para Turismo ecológico também. Nos falamos mais por g-mail.

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  2. Eu vejo, querida Lúcia, nesse caso então, DUAS MATRIX. Uma, já ativa e outra em constante hibernação coletiva. Esta eu chamo de consciência individual que, somada à coletiva, cria sim, mecanismos para alcançar a independência.
    Esse exemplo que você citou acima, descreve parcialmente esse conceito. Não é novidade no mundo, mas infelizmente, ainda é aqui no Brasil.

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