MEDITANDO II

... (continuando)

Não há como deixar de comparar as coisas. Nós vivemos de comparações sempre!  é da natureza humana isso.  Quando comparamos, exercemos a atividade de escolhas.  Sempre estamos fazendo opções com base em comparações.  Eu, nesse momento, não busco uma nova pátria para morar, mas apenas levantar questionamentos do porque de não adotarmos aspectos semelhantes aos que estão dando certo, ao invés de continuar insistindo em pesquisas laboratoriais que sempre acabam por nos afastar do nosso famoso e lendário "futuro"!!!

Outra coisa interessante, são as nossas leis trabalhistas.  A CLT precisa urgentemente ser revista e melhorada. Eu sei que foram conquistas, entendo todo o trabalho e luta para se consegui-la, mas já passou da hora de olharmos para outros horizontes e adequarmos novas realidades dentro do que é atual.

Não podemos mais viver em função de conquistas adquiridas na década de 1940 do século passado. O mundo mudou, a competitividade hoje, exige que trabalhemos dentro de novos conceitos e novas prerrogativas.

Essa história de décimo terceiro salário, FGTS, salário mínimo...entre outras, já deveria ter sido extinto há  muito tempo.  O verdadeiro empresariado hoje, já busca uma qualificação melhor e muitas vezes, até quer remunerar os melhores, mas fica engessado dentro das amarras legislativas.

É tanta burocracia, são tantas taxas e tanta parafernália que acaba por desestimular qualquer pequeno empresário a abrir um negócio e contratar.  Acho que deveríamos ter mais versatilidade, mais flexibilidade nessas questões entre patrões e empregados.  Os salários bases, os tais pisos, deveriam incorrer de acordo com o tamanho da empresa contratante.  Um funcionário ainda não qualificado teria então melhores condições de adquirir experiência dentro de uma micro-empresa que, por sua vez, teria uma carga mais diminuta podendo assim também ter competitividade. Já o empregado, teria como negociar seus custos diretamente com os patrões e tudo sendo intermediado por um sindicato como exemplo.

Ao passo que as grandes empresas, até pelo seu porte e condições diferenciadas também poderia oferecer pisos maiores para essas mesmas categorias e ter mais mão de obra qualificada e já com experiência em seus quadros.

Quando um país investe com força na sua mâo de obra qualificada e expande as possibilidades de aberturas de negócios, tudo começa a fluir melhor.  Mais impostos são arrecadados e mesmo com alíquotas mais reduzidas do que as de hoje, o volume arrecadado superaria em muito os atuais já que praticamente todos teriam algum tipo de emprego.

Com alíquotas inferiores a 10%  a sonegação seria reduzida até pela própria inviabilidade no caso do custo ser muito maior do que o pseudo benefício.

Copiemos pois, o exemplo americano onde podemos comprar um bem pelo preço "X" e na hora de pagar, também recolher o imposto devido a esse mesmo bem e termos então uma noção mais adequada de quanto estamos gastando para sustentar essa máquina.

Mas o que vejo e todos podem ver também, é um apego doentio às tais conquistas dos trabalhadores que impedem que possam enxergar ou atravancam o crescimento do país.

Ninguém quer mexer, ninguém quer mudar uma única vírgula ou adequar melhor aos tempos atuais.
Preferem continuar mantendo a eterna guerra entre patrões e empregados de forma que, cada vez menos patrões empreguem e cada vez mais, empregados não sejam um dia patrões.  Na América, o cidadão é incentivado por todos os meios a abrir um negócio próprio e ""contratar"", já aqui, há um completo desestímulo ainda agravado pela legislação trabalhista e pelas taxas e tributos necessários.

Não querem que nos chamem de vira latas, mas aceitam que empresas estrangeiras montem aqui suas industrias para  explorar a mão de obra escrava que ainda acredita que tem realmente um emprego para simplesmente passar a vida.

Por que as grandes montadoras não montam seus produtos por lá?  Simplesmente porque aqui, para elas é mais barato, só isso.  Dessa forma é que construímos nosso País?   Dessa forma é que achamos que podemos diminuir a pobreza e distribuir melhor as riquezas?

Não adianta....simplesmente não funciona mais ficarmos lutando por melhores salários se os custos para se viver aqui sempre acabam destruindo essas pseudo conquistas.  Funcionam como os antigos indexadores quando das épocas hiperinflacionárias....só iludem.

Podemos nos comparar industrialmente à países como a Venezuela que acabou com seu próprio parque industrial e se focou unicamente dentro de suas reservas energéticas.  O petróleo por lá, já deu o que tinha que dar, assim como aqui.  O mundo quer e está caminhando para outros tipos de energia.

Tudo evolui...tudo começa a se adequar a novas exigências de mercado.

Que os estudos de adaptabilidades negociáveis comecem o quanto antes para que não fiquemos sempre atolados no brejo da cegueira frente à realidade mutável.

(continua)

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